sábado, 20 de dezembro de 2008

Capítulo II - Sol e Lua: Dois seres, um sentimento.


O sol tinha uma simpatia inconfundível, era popular entre os seus, seu sorriso irradiava alegria para todos aqueles que viviam à sua volta, sempre foi um grande sonhador, mas, tinha um diferencial, sonhava com os pés no chão, acreditava que tudo aquilo que ele sonhava, poderia de alguma forma tornar-se real, de maneira que certa vez, sonhou em ser poeta, mas não queria simplesmente escrever, mas fazer com que os outros, através daquilo que escrevia, pudessem sentir o que ele sentia, de tanto sentimento que ele colocava nas palavras. Ele é do tipo que espera pacientemente a felicidade, mas que não se acomoda, para ele, ser feliz era fazer outros felizes, e capazes de reconhecer o quanto a vida ainda tinha de bom para oferecer aos que semeiam o bem.
Mas nem tudo era essa felicidade na vida desse ser irradiante, por detrás de um exoesqueleto que o fazia aparentar uma fortaleza, aquele que sempre está pronto para qualquer desafio, se escondia outra face, que abrigava insegurança e fragilidade. O sol sempre foi um profundo desbravador do desconhecido, mas faltava-lhe desbravar a si mesmo, sempre foi um impetuoso questionador, mas faltava-lhe questionar a si mesmo, sempre foi um bom porto seguro, mas sentia que já era hora de partir... numa jornada que poderia lhe trazer grandes prazeres ou duras decepções.

A lua era encantadora, trazia em seu perfil as melhores qualidades que alguém desejaria ter, era linda, brilhante, trazia conforto ao coração de qualquer ser que passasse algum tempo a admirá-la, chegava a hipnotizar com seu jeito simples e carinhoso, era espantoso o jeito com que se importava com os que estavam ao seu redor, cuidando de cada um, como se fosse um pedaço se si. Não se dava muito bem com as palavras nem com os estudos, mas sabia dizer sem precisar da gramática o quanto gostava de alguém. Pois é, o fator preocupante na vida desse ser, por incrível que pareça também está relacionado à fragilidade emocional e à instabilidade de pensamentos. Mas o que piorava a situação era o quanto este ser dava valor à opinião pública, ela era fator determinante e decisivo na sua vida, o que dificultava no processo de formação de valores e apoio à repressão da felicidade. Sem contar na frustração que sentia por achar que era inferior às outras pessoas, pela infelicidade no trabalho, na família, e nos relacionamentos afetivos.
Mas mesmo assim, quem não se arriscaria viver um grande e intenso relacionamento com essa criatura? Pois este relacionamento de uma forma ou de outra seria uma escola para os dois. Traria tantos ensinamentos, tantas reflexões, tantos momentos felizes.O que nos resta a fazer agora é ficarmos atentos ao que vai acontecer quando a linha do destino aproximar esses dois seres, e provocar transformações na rotina dos dois.

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